A casa da Marquesa de Santos

Lilian Damasceno e Victor Cruz

Localizado no coração de São Paulo, na Rua Roberto Simonsen, 136, próximo ao Pátio do Colégio, o Solar da Marquesa de Santos é considerado a última representação da arquitetura residencial do século XVIII na capital. Sua construção, datada entre 1739 e 1754, empregou a taipa de pilão — técnica tradicional que utiliza barro batido e moldes de madeira, característica de uma época em que a cidade era entrecortada por rios e margens fluviais, cujas cheias e vazantes forneciam o material essencial para as construções de terra.
Entre 1834 e 1867, o solar foi residência de Domitila de Castro Canto e Melo, a célebre Marquesa de Santos, conhecida pela intensa vida social e as memoráveis festas realizadas em seus amplos pavimentos. Após passar por diversas ocupações ao longo dos anos, o imóvel foi restaurado e integrou o acervo do Museu da Cidade de São Paulo, que reúne outros importantes equipamentos históricos, como a Casa Modernista, a Casa do Grito, o Sítio Morrinhos e a Capela do Morumbi, entre outros.
Nesta entrevista, a gestora patrimonial Lilian Damasceno e o educador Victor Cruz nos guiam por essa narrativa fascinante, revelando os segredos e a trajetória desse testemunho silencioso da São Paulo setecentista.